sábado, 9 de fevereiro de 2008


"Hate"

É difícil traduzir o que sinto
Mãos em sangue
Respiro
Procuro vertigem
Exerço poder
Vontade
Sussurros divinos
É fácil matar
Sinto-me Deus
Mãos em sangue
Respiro.

Cafeína Meu Amor


Ora,
Ainda acordado
Insone
Me devoraste como um louco
Como se sente
Imortal?
Ainda lembra do meu gosto
Quer mais um pouco
Vamos
Além dos fantasmas
Sou a única coisa que te resta
Vamos
Isso
Não tenha medo
Vamos, como um louco
Sinta-me
Isso
Deixe-me te possuir
Pronto
Agora durma...

Ora,
Ainda acordado
...




Escarro Burguês

Porque diz que te desprezo
Se me conforta a sua existência
Da tua diversão
O vinho mais caro
Do teu descanso
Charuto cubano
Do teu prazer
Mulheres aos montes
Do meu escarro
A tua alma.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Mais Uma Dose Para Minha Alma



Me sinto feliz alto
Pois exala minha alma para o mundo
Esperando por mais um trago
Ela vai em direção às rotinas
Aquelas que ainda suporto.

Transpira minha boca amarga
Sinto as mãos trêmulas e descontroladas
Mal estar nas veias e artérias
O corpo clama por tranqüilidade
Surge a necessidade de arrependimento e descanso.

Busco por minha alma sóbria e racional
Grito desesperadamente por ela
E depois de várias tentativas
Ela vem até a minha presença
E ansiosamente tranqüila, fala aos meus sentidos :
— Me sinto feliz Álcool !!!

"Run Rabbit Run"

Nos encontramos
nos funerais
Saudosa vida
Como estais ?
Levante-se, continuemos
Venha, vamos, dei-me um beijo.

Estais com pressa imortal ?
Suspiro
Aonde vais coelho ?
Silêncio
Para onde vou ?
Medo.


Bons Dias

Os bons dias estão chegando
Vocês não sentem o cheiro que predomina o ar
O cheiro de gênese
Esta chegando o dia da purificação
Veremos com nossos verdadeiros olhos
Formas belas virão ao nosso encontro
Seremos os sentidos, seremos energia
Livres, puramente livres da paranóia existencial
O êxtase nos espera como vida, vinho ,como o melhor fumo
[ a ser tragado, a ser abstraído.

Os bons dias chegaram
E não sinto nada
Como se esperasse algo, como se não estivesse preparado
O medo toma conta de mim
Agora é escuridão, plena e profunda
Escuto cânticos e lamentos, acho que seriam rezas e orações
Amém, teria sido a última palavra
Adeus, teria sido o último lamento
Estarei morto em algum funeral sórdido
Não sei! Só lembro que adormeci
E ao acordar, chorando, estou em meio a pessoas vestidas de
[ branco
E alguém ao lado fala:
— Mas que belo menino, que garoto saudável!
— Prenúncio de bons dias pela frente!
E o medo toma conta de mim.






Apresentamos para vocês os poemas escritos pelo gerenciador deste blog, que fizeram parte do livro:





"Os Dezlírios de uma Vida Anunciada"

(janeiro/2006)




Rodrigo Silva